Outra dúvida que nos assola é o teor da relação entre Soraia e Crómio, perdão, diretor Valter Matoso. São casados, não são? Uma coisa é certa. Soraia continua uma espalha-brasas do piorio, e agora a querer empurrar a filha Pipa (Mafalda Peres) para cima de um dos betos do colégio. Com pouco sucesso.
Nestes novos “Morangos”, os pobres são mesmo pobres e os ricos mesmo ricos
Olívia (Madalena Aragão) e Bruno (Gonçalo Braga) cuidam (quase) sozinhos dos três irmãos menores. Não vamos estragar a surpresa sobre o que aconteceu aqui mas temos de elogiar o realismo desta linha narrativa: tanto na ficção, como na realidade, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens não faz bem o seu trabalho.

Os irmãos moram na Agachada (wtf?) e são pobres. Mas não é pobres, do género andam com um iPhone 13. É pobres do género o jantar é massa com massa, servida num tacho. Os décors da casa dos irmãos parecem-se verdadeiramente com a casa de uma família que passa por dificuldades financeiras, bem como as suas roupas, mais simples e com aspecto gasto.

Os irmãos andam no Colégio da Barra porque têm uma bolsa. Está explicado o motivo pelo qual frequentam uma instituição carérrima, que tem como atividade desportiva principal o padel (ou ténis para preguiçosos, como eu gosto de apelidar a modalidade). No entanto, alegra-nos ver que, mesmo sendo uma escola de betos, na cantina mantêm-se as horríveis taças de sopa em metal (sim, aquelas que existiam no ‘nosso’ tempo, leitores com mais de 35 anos que ainda corriam para a fila da cantina quando soava o toque).